segunda-feira, 27 de agosto de 2007

subtil idades no hospital

(tudo é uma inóspita sala de espera)


os sinais são decisivos:

odor intenso a desinfectante,

multidão velha e doente

que espera e desespera...

o tempo é outro: redondo e oco.

a salvação, a solução

dependem de coisas que não compreendemos,

apenas intuímos:

uma empatia, um aceno, um lampejo furtivo...

e tudo, nos pavimentos atapetados a linólio...

o silêncio é o melhor discurso sobre o fundamental;

restam as palavras para o trivial e para o elíptico...

domingo, 19 de agosto de 2007

Aniversário

poema do Zé Luís
«17-8-2007
Leão du dix-sept
Afrontador das horas
Afrontador das feras
Encantador de luas
Encantador de auroras
O nome próprio R.
Pedreiro de profissão
Construtor de catedrais,
de sonhos e de ilusões
Entre amigos festejando
No calor das sensações
Seu nome próprio R.
G. de apelido sois»

quinta-feira, 2 de agosto de 2007


Da maneira que estão as coisas, não é qualquer chumbada que me atinge...
1. "Como um passarinho..."
2. "Como uma maça madura ao cair da árvore..."

terça-feira, 24 de julho de 2007

Ao AR

Habituei-me a esperar, com o A, pela chegada do reino dos céus.
Era só mais uns passos, e ele aí estaria. Mas, aos nossos passos, recuava o horizonte outros tantos: Incansável, o A... e o seu horizonte!
Não sei, mas a praceta nunca mais será a mesma... e ainda hoje, quando a cruzo e levanto os olhos para a varanda do terceiro, espero – e juro que vejo!— o seu aceno fraterno.
Quanto ao resto, não o vale a pena referir: por mais que dissesse, de pensamentos e recordações, seria sempre curto.
O mundo não é mais o mesmo, e infelizmente é cada vez mais diferente do mundo do A : no entanto, o mundo só é mundo porque existiram homens como o A Reis.