sábado, 28 de abril de 2007

a nova fronteira

A Europa, antigamente, começava nos Pirenéus: toda a gente o sabia. Agora, desfeita a antiga fronteira, começa na nova fronteira (lembram-se?).
Resta-nos o futuro! Quando não precisarem dos novos Condes de Andeiro
(Sou insuspeito porque sou pela terra, não gosto de fronteiras, nem das antigas nem das novas, ou melhor... gosto de as deixar para trás...)

Mas chegam-nos coisas giras, mileuristas? Engraçado!

sexta-feira, 27 de abril de 2007

a imagem (e a linguagem) há-de chegar


Viver a minha vida de uma ponta à outra! Para quem perceba. Há lá melhor do que mergulhar em mim? Podem-se queixar, mas não estão em condições de avaliar e eu não devo ter contemplações...

quinta-feira, 26 de abril de 2007

a imagem vem depois


Porque é que as pessoas têm que imaginar as outras e pôr-lhes às costas a imagem que delas fazem?

terça-feira, 27 de março de 2007

Primeiro, era o segundo (ou a vida dos ponteiros)

O ponteiro dos segundos tem uma vida muito agitada; contínua e acelerada. Quando chega ao ponto de partida, suspende-se e aguarda o salto do ponteiro dos minutos.
Ponteiro dos minutos que vive em sobressalto, rigorosamente minuto a minuto.
Noutro canto do quadrante, na sua letargia, move-se imperceptívelmente o ponteiro das horas (nunca ninguém o viu mover-se). Qual jacaré, crocodilo que passa do estado de hibernação ao estado de congestão sem que disso nos apercebamos, pela vertigem com que abocanha e engole a presa que passa.
Quanto ao calendário dos dias é um animal furtivo que se locomove a coberto das horas incógnitas da noite; à aurora é já outro aquele que foi.
O mês só se dá por ele quando muda o passo, quando alterna de trinta para trinta e um dias... (a excepção que confirma a regra é o mês de vinte e oito dias). A regra do mês de vinte e oito dias também tem a sua excepção de quatro em quatro anos...
Assim, vamos caminhando cada vez mais para o etéreo... e dos anos é melhor nem falar: a mais das vezes só damos por eles quando já passaram...

quarta-feira, 21 de março de 2007

o medo causa a desgraça

quando se está na cova há que esperar sempre uma nova pàzada



envelhecemos quando tudo envelhece à nossa volta

















Oh vara de condão!
Que tudo acordas, reverdeces e despontas...
Que tudo fazes viver na primeira, eterna e última vez!

segunda-feira, 5 de março de 2007

1 todos os rios vão dar ao mar..

Estamos sós e sem desculpas!

À medida que o tempo passa vou preenchenda as casas do meu tabuleiro. O tabuleiro sou eu? Ou sou o tabuleiro mais as suas regras?

Assusto-me com a minha lucidez e com o (re)começar a viver a cada instante

A forma é uma barragem ante o inóspito do mundo!